No Quindim, você mata as saudades do escritor Bartolomeu de Queirós

O Clube de Leitura Quindim presta a sua homenagem ao escritor Bartolomeu Campos de Queirós, que há seis anos nos deixou. Como ele dizia: “Saudade, sentimento que a gente cultiva com regador para preservar o cheiro de terra encharcada.”

O escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós nasceu em 1944. Bartolomeu é considerado um dos mais importantes autores brasileiros para crianças e jovens. Faleceu em janeiro de 2012 deixando mais de 60 livros publicados. Pela sua obra e seu trabalho em prol da leitura, recebeu vários prêmios e condecorações como: Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil (Espanha), Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres (França), Medalha Rosa Branca (Cuba), Grande Medalha da Inconfidência Mineira e Medalha Santos Dumont (Governo do Estado de Minas Gerais). Recebeu, ainda, láureas literárias importantes como o Grande Prêmio da Crítica em Literatura Infantil/Juvenil pela APCA, o Prêmio Jabuti, os prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e da Academia Brasileira de Letras.

Uma grande característica do escritor Bartolomeu Campos de Queirós é a sua prosa poética, que evidencia a fantasia. Essa fantasia, no diálogo com o real, estabelece um jogo, convidando o leitor a refletir e a exercitar a sua imaginação.

O Clube de Leitura Quindim já enviou para os seus leitores algumas obras do Bartolomeu:


O poema Raul luar é um anagrama – espécie de jogo de palavras que rearranja as letras de uma palavra ou frase, produzindo outras palavras – que brinca com o jogo do concreto e do abstrato. Enquanto o texto chama a atenção para questões concretas, as ilustrações, basicamente com linhas, cores contrastantes e círculos, incentivam o imaginário do leitor.

 

 

Uma belíssima história contada em primeira pessoa por um narrador-personagem. Em várias passagens do livro, este narrador questiona-se sobre o que o olho de vidro do seu avô pode enxergar. São essas dúvidas do neto que levam o leitor a participar da história por meio da imaginação e das experiências de seu cotidiano, dando vida ao que lê.

 

 

 

 

Com sua escrita poética, Bartolomeu relata as possibilidades e os diferentes caminhos que um menino poderia seguir se não fosse avarento. A história mostra a solidão de alguém que tem tudo mas não o essencial: pessoas com quem compartilhar. O autor entrega nas entrelinhas a estrutura de uma sociedade capitalista, organizada para o consumo de bens materiais. A obra tem uma paginação arrojada e as ilustrações dos irmãos Drummond dialogam com a arte gráfica contemporânea.

 

 

 


 

Bartolomeu também foi um dos principais ativistas em prol da leitura no Brasil. Foi um dos fundadores do Movimento por um Brasil Literário. Escreveu o manifesto do Movimento, que você pode encontrar aqui.

No documentário A palavra conta, realizado pelo Movimento por um Brasil Literário, podemos assistir Bartolomeu e outros brasileiros contando como se tornaram leitores:

Para o escritor Bartolomeu, a fantasia é o que existe de mais importante na construção do mundo”. O Quindim convida todos os seus leitores a abrir um livro e fantasiar!

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